Faça o upgrade do Macromedia Flash Player para a Versão 6 ou superior para visualizar esta Animação.
Quem somos

A minha paixão por automóveis antigos começou no início dos anos 70 com o pai do meu amigo Álvaro que era proprietário de um velhinho Vauxhall Wyvern naquela data um carro com vinte e tal anos ao qual ele dedicava muitas horas de capot aberto na rua junto à casa.

Lembro-me de no dia 25 de Abril de 1975 apenas com 7 anos, me esquecer da hora do almoço a observar todas aquelas ferramentas a manterem o Vauxhall na estrada por mais um tempo e ter chegado a casa já depois de os meus pais e irmãos terem almoçado. (naquele tempo numa pequena aldeia aos 7 anos já se tinha alguma independência!) A minha mãe não me deixou almoçar para aprender a cumprir horários! Valeu a fruteira da Tia Laurinda que vivia mesmo ao lado!

Naquela época o novo BMW 1602 do meu pai era para mim um carro muito menos interessante.

Ao longo dos anos esta paixão foi crescendo mas só aos vinte e três anos consegui comprar o meu primeiro clássico, um Fiat 1100 de 1960 que foi realmente a concretização de um Sonho há Medida da minha carteira!

Ao longo dos anos muitos clássicos foram chegando mas rapidamente outros problemas surgiram: Onde guardar todos os carros que chegaram a ser 21? Como financiar os restauros?  Como convencer a minha mulher que era sensato manter toda aquela frota que para ela não era mais do que sucata?

Não foi difícil concluir que tinha que vender os que gostava menos para reduzir a frota e financiar o restauro dos restantes. Brilhante!... Mas… o que eu não previa é que os que eu mais gostava eram os que todos os potenciais compradores queriam levar e foi só uma questão de tempo até que carros como o MGB GT, o Chevrolet Styleline, o Autobianchi Bianchina, o Fiat 500, o Peugeot 203 e outros começaram a sair tornando fácil a decisão de vender os Olympia, Taunus, Austin, Peugeot, etc. Estava instalada na minha mente a filosofia da colecção flutuante!

A juntar a tudo isto veio uma estadia profissional de alguns anos em Londres com milhares de km percorridos ao fim-de-semana, por feiras, leilões, comerciantes e particulares.

Porque a vida é difícil, a família é grande e a profissão também é de paixão, não é viável dedicar-me profissionalmente aos clássicos pelo que estes continuarão a ser um hobby.

Nuno Casanova

 
Webdesign: Blueweb.pt